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Padilha pode se tornar o ministro da Saúde com mais tempo no cargo desde a redemocratização

O ministro Alexandre Padilha, que assumirá o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade, pode se tornar a pessoa com mais tempo no cargo desde a redemocratização. Atualmente, ele ocupa a terceira posição no ranking de longevidade à frente da pasta, tendo exercido a função por 1.129 dias durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).



À frente dele estão José Serra, da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 1.422 dias, e José Gomes Temporão, do segundo mandato de Lula (PT), com 1.386 dias. Primeira mulher a ocupar o cargo, Nísia aparece na sexta colocação, com 786 dias no posto completados nesta terça-feira (25).


No início da noite desta terça, a mudança no comando da Saúde foi anunciada oficialmente pelo Palácio do Planalto em uma curta nota, em que afirmou que Padilha tomará posse após o Carnaval. Como a Folha antecipou na semana passada, Lula já havia avisado a aliados que substituiria a ministra.


A gestão de Nísia tem sido alvo de queixas tanto de membros do Congresso como do Palácio do Planalto, além do próprio presidente, que cobra a criação de uma marca forte na área da saúde.


Como a Folha mostrou, há uma avaliação no Palácio do Planalto de que, num momento de queda de popularidade do presidente, o Ministério da Saúde tem potencial para apresentar e implementar políticas públicas de maior visibilidade, entre elas o Mais Acesso a Especialistas.


O programa promete reduzir filas e ampliar o acesso da população a exames e consultas especializadas nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia. Auxiliares de Lula apostam que, sob nova direção, essa iniciativa pode ser uma vitrine e virar uma marca da gestão petista.


A ministra da Saúde intensificou sua agenda desde o final do ano passado para impulsionar o programa Mais Acesso a Especialistas e divulgar a estratégia de combate à dengue.


Nos últimos dois anos, sua gestão foi marcada por críticas, crises sanitárias e pela pressão do centrão para ampliar sua influência sobre o orçamento da pasta. Apesar desse cenário, Lula a defendeu publicamente, ressaltando seu perfil técnico ao assumir o cargo.


O Ministério da Saúde foi procurado para comentar, mas não respondeu até a conclusão deste texto.


Em 2023, ao iniciar sua gestão, a ministra destacou que aquele seria um ano de retomada, priorizando o resgate de programas emblemáticos das gestões petistas, como a retomada do Mais Médicos e do Farmácia Popular.


Durante seu mandato, também foram criadas a Secretaria de Saúde Digital e um departamento específico para imunizações. No entanto, este último enfrentou críticas recorrentes devido à falta de vacinas, incluindo a da Covid-19.


O desgaste político da ministra atingiu seu ápice no primeiro trimestre de 2024, diante da epidemia de dengue, da situação crítica dos hospitais federais do Rio de Janeiro e do embate com o Centrão por causa de emendas parlamentares.A crise sanitária causada pela maior epidemia de dengue já registrada no país levou à incorporação da vacina contra a doença.


No início do ano, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia tornado públicas as queixas do Centrão sobre o ritmo de liberação de emendas e supostos privilégios concedidos pela Saúde a aliados do governo. Em resposta, o ministério afirmou que adota critérios técnicos.


Para amenizar as críticas políticas, inclusive as vindas de dentro do governo, a pasta promoveu mudanças no primeiro escalão, substituindo dois dos oito secretários, além de realizar trocas no gabinete e na equipe de comunicação da ministra.


Além de relançar programas da gestão anterior, como Farmácia Popular e Mais Médicos, e implementar iniciativas como a incorporação de novas vacinas e a criação do Programa Mais Especialistas, o Ministério da Saúde também aumentou o número de cirurgias realizadas através do Programa Nacional de Redução de Filas.


Houve melhorias na estrutura dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Na área de imunização, o Brasil conseguiu ampliar a cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário infantil, saindo da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas.

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