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Mapa Político do Paraná em reconstrução. Prefeituras (parte II).

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.


A sucessão nas principais cidades do Paraná apresenta um ponto em comum; não terá reeleição e tem o quadro em aberto, por enquanto. Greca (Curitiba); Belinati (Londrina); Ulisses (Maringá); Paranhos (Cascavel) e Chico Brasileiro (Foz) cumprem seus segundos mandato, estão fora da disputa e, também em comum, precisam vencer para se cacifarem no cenário estadual. Apenas Ponta Grossa, dentre as maiores do interior, terá a atual prefeita disputando a reeleição.


Curitiba é o grande destaque porque, com a sucessão de Ratinho em aberto, desperta as atenções por ser o principal insight para 2026. Todavia, por conta do grande contingente eleitoral, é muito complicado para uma sigla relevante renunciar à disputa, e toda visibilidade que oferece, para apoiar candidaturas ainda não consolidada. Logo, é lícito projetar a presença de muito nomes porque a vitrine é muito atraente e mesmo números baixos, abaixo de 5%, representam uma avenida pavimentada para as proporcionais seguintes.


De maneira surpreendente, pela antecedência, Greca e Ratinho convergem para candidatura de Eduardo Pimentel, vice de Greca, um excelente player, ainda sem densidade eleitoral, mas com muito trânsito no mundo político, onde se destaca pela cordialidade e educação, rara em homens públicos. Deve patinar nos números, pelo recall eleitoral muito limitado e suas possibilidades estão depositadas na capacidade de alavancagem do prefeito e do governador.


Muitos nomes se apresentam na cena política e, por simplicidade, avalio apenas a candidatura de Luciano Ducci que deve ser o nome das esquerdas, uma aposta petista para ser competitivo, sem associar a rejeição do 13 ao seu candidato. Ducci tem muito apelo eleitoral e se somar seu eleitorado à fidelidade petista, larga como nome a ser batido pelo conjunto das demais forças no provável segundo turno.


Londrina, na sucessão de Marcelo Belinati, é uma eleição muito importante por definir o tamanho das ambições de Belinati para os pleitos seguintes. Se emplacar a sucessão, entra forte na disputa e aumenta a possibilidade de ser o nome da esquerda em 26. Marcelo é muito bem avaliado e enfrenta a dificuldade de definir o nome de seu candidato mantendo o time coeso para seguir em frente. Se tiver êxito nesta definição, é favorito na disputa, embora Londrina seja sempre um berço de grandes políticos e tem dois nomes extremamente competitivos; Filipe Barros, expoente da direita, extremamente representativo das forças conservadoras e Tiago Amaral, também deputado, que corre por fora com projeção de ótima votação.


Maringá pode apresentar uma intensa disputa indireta entre seus principais líderes. Ricardo Barros deve apostar em Silvio, seu irmão e favorito inicial da disputa, vaga certa no segundo turno e, provavelmente, enfrentar o nome de Ulisses Maia, que oscila entre o vice Scabora e o secretario Clóvis Melo, sendo este seu provável favorito, embora, por razões eleitorais, contra o seu desejo, possa migrar para Flavio Mantovani ou até para Do Carmo. Correm por fora fortes nomes nas urnas; Homero Marchese e Do Carmo que, no início da disputa despontam no segundo pelotão disputando a segunda vaga com o candidato ungido por Ulisses. A esquerda, bem-organizada, em bloco de nove siglas, incluindo o PT, tem piso elevado, talvez 15% e se bem sustentado por um nome leve, que pode ser Humberto Henrique ou a vereadora Ana Lucia, pode entrar com força no segundo escalão. O segundo turno começara zero a zero e a capacidade de composição definirá eventuais favoritismos.


Cascavel e Foz do Iguaçu também terão troca de guarda na prefeitura com os bem avaliados, Leonardo Paranhos e Chico Brasileiro, apostando suas fichas na sucessão que, se bem sucedida, os coloca como players no jogo estadual e, em caso de derrota os deixa apenas como nomes prováveis na Assembleia ou Câmara.

Ponta Grossa difere por ter a prefeita Beth como candidata à reeleição e tem o deputado Aliel como principal indefinição no momento. Se candidato, polariza com a prefeita, mas se confirmar o possível apoio à reeleição, perde o apoio do PT que, neste caso, opta pela competitiva Mabel Canto em impensável, até agora, aliança com a federação PSDB – Cidadania.


Sem esticar, por enquanto, a leitura para polos menores, resta entender o vínculo direto entre 24 e 26 para todos os atores que dependem de êxito na preliminar para garantirem escalação no jogo principal em 26. São gêmeos siameses da política, estão umbilicalmente ligados e é muito improvável que a tendência da primeira disputa não se estenda ao segundo ato, ressalvadas as variáveis nacionais, em especial sobre a sigla e a viabilidade de eventuais adversários da reeleição de Lula.

Mas isto é assunto para outro momento.




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