Flechas silenciosas do STF contra o Bolsonarismo
- Nelson Guerra
- 24 de fev.
- 2 min de leitura
Por Nelson Guerra, professor e consultor político
Estratégias políticas e batalhas jurídicas contra Bolsonaro e sua família
Estamos todos carecas de saber que o gabinete do ódio elegeu as Fake News como armas de desinformação que mantêm vivo o bolsonarismo. Mas ninguém é bobo em Brasília. O STF também parece ter montado um arsenal de ataques. E não são ataques aleatórios. São flechas minuciosamente esculpidas, prontas para serem disparadas em momentos fulminantes.

O que vem por aí:
No escuro das gavetas do ministro Gilmar Mendes, do STF, dorme há dois anos um recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Esse recurso promete despertar e trazer à tona a reabertura do caso das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Além das investigações sobre os planos golpistas, fraudes em cartões de vacinação e desvio de joias vindas dos subterrâneos do Oriente Médio, que devem se converter em novas denúncias nas próximas semanas pela Procuradoria Geral da República, a superpoderosa Suprema Corte brasileira pode lançar potenciais granadas que vão detonar sobre a cabeça da família Bolsonaro. Essas investigações podem resultar em verdadeiras explosões que vão destruir as chances eleitorais da trupe em 2026, já bastante ameaçadas.
O recurso do MP-RJ busca reverter a decisão do STJ que anulou as provas obtidas nas investigações em 2021. Há uma quantidade considerável de novas provas documentais e extratos de transferências bancárias comprometedoras contra Flávio Bolsonaro. Se o STF decidir a favor do MP-RJ, é certo que ficaria minado o plano de Flávio Bolsonaro de concorrer ao Senado em 2026, e até mesmo ao Palácio do Planalto, pode ir por água abaixo.
Estoques de munições:
Na batalha político-jurídica, alguns veem as digitais dos nove dedos de Lula por trás das estratégias do poder judiciário. Dizem que ele coloca o ministro Flávio Dino na linha de frente para combater a fome do Congresso Nacional por verbas sem transparência. Outros dizem que Lula também articulou para que o ministro Zanin se juntasse a Moraes no combate denunciado pela PGR contra Bolsonaro e sua cúpula na primeira turma do STF convocada para julgar preliminarmente a trama golpista.
O fato é que o plano do grupo bolsonarista de assassinar Lula, com registro de que foi impresso no Palácio do Planalto, produzindo provas contra os próprios acusados, pode não ser o maior desgaste popular da imagem da família Bolsonaro. O que vem por aí pode ser muito pior. O futuro promete mais barulho e calor sobre a cabeça da família Bolsonaro. De camarote ou confortáveis em nossas poltronas, preparemo-nos para assistir ao que possa vir por aí.
(professor Guerra, consultor político)
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