Criados para Adorar
- Christina Faggion Vinholo
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
Por Christina Faggion Vinholo, teóloga, especialista em AT e NT.
Desde o princípio, Deus criou o ser humano com um propósito claro: refletir Sua glória e viver em comunhão com Ele. O relato da criação nos mostra que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26-27), o que nos distingue de todas as outras criaturas. Essa identidade não é apenas um status ontológico, mas um chamado existencial—fomos criados para conhecer, amar e adorar a Deus.

No entanto, o pecado entrou no mundo e trouxe consequências devastadoras. A queda não apenas nos afastou da comunhão direta com o Criador, mas corrompeu nossa natureza, tornando-nos inclinados ao pecado (Rm 3:23; Ef 2:1-3). Contudo, mesmo em nossa condição decaída, não perdemos completamente nossa essência: continuamos sendo seres adoradores. A questão nunca foi se o ser humano adoraria, mas sim a quem ou o que ele dedicaria sua adoração.
A idolatria é a evidência mais clara dessa realidade. Quando não adoramos a Deus, inevitavelmente colocamos outra coisa em Seu lugar—seja o dinheiro, o prazer, o poder ou até mesmo nós mesmos (Rm 1:21-25). Como Paulo explica, o pecado distorceu nossa percepção da verdade, levando-nos a trocar a glória do Deus imortal por imagens e ídolos. O coração humano, como bem observou João Calvino, é uma “fábrica de ídolos”, sempre buscando algo para venerar.
Contudo, a história da redenção nos mostra que Deus não nos deixou entregues a essa condição. Em Cristo, Ele restaurou o caminho para a verdadeira adoração. Pelo sacrifício de Jesus, fomos reconciliados com o Pai (2Co 5:18-19) e capacitados, pelo Espírito Santo, a adorá-Lo “em espírito e em verdade” (Jo 4:23-24). Agora, como nova criação (2Co 5:17), nossa adoração não é apenas um ato isolado, mas um estilo de vida (Rm 12:1), no qual toda nossa existência é voltada para a glória de Deus (1Co 10:31).
A adoração verdadeira não se limita a cânticos ou rituais religiosos, mas envolve um coração transformado, que encontra satisfação plena em Deus e O coloca no centro de todas as coisas. Enquanto estivermos neste mundo, ainda lidaremos com as tentações da idolatria, mas a graça nos ensina a dizer “não” às paixões mundanas e a viver de modo santo e piedoso (Tt 2:11-12).
Fomos criados para adorar, e é apenas quando adoramos o Deus verdadeiro que encontramos nossa verdadeira identidade e propósito. Que nossa vida seja uma resposta constante a esse chamado, refletindo a glória daquele que nos fez para Si. Como disse Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, e nosso coração não encontra descanso enquanto não repousa em Ti.”
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E-mail: chrisvinholo@gmail.com
Tão simples, porém tão difícil para as pessoas entenderem, justamente porque é descomplicado acham que é irreal.
Como é bom poder adorar esse Deus , infelizmente algumas pessoas insistem em procurar adoração em algo visível, e não conseguem sentir o prazer na verdadeira adoração para nosso Deus, Senhor e criador de tudo e todos
Como é bom entender o niver de adoração em nossa vida e não sair dele! Ali estamos snos giros, temos vitórias, nossa visão se abre e nosso coração se transforma! Obrigada @Christina Faggion Vinholo pela linda reflexão!
Amém!
É uma luta constante para adora-li de maneira que agrade- O ,…. Mudar nosso caminho para a verdadeira adoração e dizer não para as coisas mundanas.
Obrigada por enviar esse texto maravilhoso !
Deus te abençoe!
Amém 🙏 🙏 🙏