A verdade Invertida: O Mal Como Bem e o Bem Como Mal
- Christina Faggion Vinholo
- 27 de fev.
- 2 min de leitura
Por Christina Faggion Vinholo, teóloga , especialista em AT e NT.
A inversão de valores que presenciamos hoje não é uma surpresa para aqueles que leem as Escrituras com discernimento. A Bíblia já previa tempos em que o mal seria chamado de bem e o bem, de mal (Isaías 5:20). O apóstolo Paulo advertiu que, nos últimos dias, sobreviriam tempos difíceis, pois os homens seriam amantes de si mesmos, arrogantes, ingratos e sem afeição natural (2 Timóteo 3:1-5). Essa realidade se desenrola diante de nossos olhos com uma clareza crescente.

Os símbolos sagrados são ridicularizados, enquanto o profano é exaltado. O que antes era considerado virtuoso e moralmente correto agora é motivo de escárnio, e aquilo que a Bíblia condena como pecado é promovido como expressão legítima de liberdade e identidade. Essa distorção não ocorre por acaso; há um direcionamento intencional das percepções e dos comportamentos. A cultura, dominada por ideologias contrárias à verdade de Deus, influencia massas inteiras a consumir valores anticristãos sem questionamento.
A Bíblia nos ensina que o mundo está caído e corrompido pelo pecado. O conceito da depravação total, conforme exposto nas Escrituras, explica que o homem, afastado de Deus, não apenas comete pecados, mas tem sua natureza completamente inclinada ao erro (Romanos 3:10-12). Assim, não é surpreendente que o mundo rejeite a verdade e abrace a mentira. Além disso, as escrituras ressaltam a soberania de Deus sobre todas as coisas, inclusive sobre o avanço da iniquidade. Nada foge do controle do Senhor, e até mesmo os tempos de apostasia servem para cumprir Seu propósito eterno.
Entretanto, a Escritura nos chama a uma postura firme e vigilante. Não fomos chamados para nos conformar com este século, mas para renovar nossa mente e viver de acordo com a vontade de Deus (Romanos 12:2). Em meio à corrupção moral e espiritual, a Igreja de Cristo deve permanecer como coluna e baluarte da verdade (1 Timóteo 3:15), proclamando com coragem o evangelho da graça e chamando os homens ao arrependimento.
Nosso desafio, portanto, é escolher um posicionamento. Permaneceremos em silêncio diante da deturpação dos valores divinos ou seremos fiéis à verdade revelada? Como cristãos, sabemos que Deus preserva um remanescente fiel em cada geração. Que possamos, pela graça de Deus, ser parte desse povo que não se dobra diante da cultura corrupta, mas se mantém firme na Palavra, aguardando com esperança a volta gloriosa de Cristo, que restaurará todas as coisas.
Soli Deo Gloria!
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Permanecer firme e vigilante… não compactuar com a cultura deste mundo… parece impossível, mas não é! Basta conhecer o Senhor, ter intimidade com Ele e seguir os Seus mandamentos, que tudo fica claro, limpo, transparente e fácil de fazer! Parabéns @Christina Faggion Vinholo pelos textos maravilhosos e edificantes! Te amo!