A Ordem do Universo e a Soberania de Deus: A Razão que Aponta para o Criador
- Marcio Nolasco
- 18 de mar.
- 3 min de leitura
Por Christina Faggion Vinholo, teóloga, especialista em AT e NT.
Desde os primórdios da humanidade, a questão sobre a origem do universo tem intrigado mentes brilhantes. A ciência moderna avançou significativamente, oferecendo teorias para explicar o funcionamento do cosmos, mas nenhuma delas eliminou a necessidade de um Criador. Pelo contrário, quanto mais descobrimos sobre a complexidade e a precisão do universo, mais evidente se torna a existência de um Deus soberano e pessoal.

O Criacionismo e a Revelação Bíblica
A Escritura é clara ao afirmar que Deus é o Criador de todas as coisas:
“No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1:1)
Esse versículo não apenas estabelece a origem do cosmos, mas também revela um Deus intencional, que criou com propósito e ordem. Diferente das ideias naturalistas, que postulam que o universo veio do acaso, a Bíblia ensina que tudo foi formado por um Criador sábio e poderoso:
“Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, soberanias, principados ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.” (Colossenses 1:16)
O universo não é fruto do acaso, mas da vontade soberana de Deus. Ele não apenas o criou, mas o sustenta continuamente:
“Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.” (Colossenses 1:17)
A Ciência e o Fim do Acaso
Ao longo dos séculos, muitos cientistas defenderam uma visão materialista, argumentando que o universo surgiu sem intenção ou propósito. No entanto, a ciência moderna revelou evidências que desafiam essa visão. O ajuste fino do universo — as leis físicas exatas que permitem a existência da vida — aponta para um Designer.
Isaías 45:18 reforça essa verdade:
“Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro.”
A ideia de que tudo surgiu de uma explosão aleatória exige uma fé irracional. O astrofísico Paul Davies, por exemplo, reconheceu que as leis da física parecem ser ajustadas para permitir a vida, sugerindo um princípio ordenador. O filósofo Antony Flew, um dos maiores ateus do século XX, abandonou sua incredulidade ao perceber que a complexidade da vida não poderia ser explicada sem um Criador inteligente.
A Soberania de Deus sobre Sua Criação
A Bíblia não apenas afirma que Deus criou o universo, mas também que Ele governa todas as coisas. Ele tem um plano eterno que se cumpre de maneira perfeita:
“O Senhor dos Exércitos jurou: Como planejei, assim acontecerá, e como determinei, assim sucederá.” (Isaías 14:24)
Essa soberania nos dá segurança. O universo não está à mercê do caos, mas nas mãos do Criador. Ele é quem determina os tempos e as estações, quem dá vida e sustenta tudo pelo poder de sua palavra.
Conclusão
O universo revela a glória de Deus. A complexidade da vida, a precisão das leis naturais e o ajuste fino do cosmos gritam a existência de um Criador. Negar essa realidade exige mais fé do que aceitá-la. Como diz o salmista:
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (Salmo 19:1)
A ciência pode continuar a explorar os mecanismos da criação, mas jamais poderá negar a assinatura de Deus nela. Somente um Deus soberano, poderoso e amoroso poderia criar um universo tão majestoso e, ao mesmo tempo, se importar com cada um de nós. Como respondemos a essa verdade? Com humildade, adoração e fé naquele que governa todas as coisas para Sua glória e para o nosso bem.
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